Quais são as vulnerabilidades de segurança cibernética da sua empresa?

Adriano Martins Antonio

Adriano Martins Antonio

em 15 de junho de 2022

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Os sistemas corporativos são constituídos por muitas partes distintas, com várias tecnologias e elementos que podem ser menos do que perfeitos. Por isso, praticamente qualquer coisa projetada e construída terá fraquezas e vulnerabilidades. Dessa forma, compreender onde existem essas fraquezas e vulnerabilidades e como gerenciar a segurança da empresa é uma ação extremamente importante.

Vulnerabilidade vs Riscos vs Ameaças

Primeiramente, é interessante frisar que uma vulnerabilidade é uma fraqueza na infraestrutura de TI. 

Ou seja, uma vulnerabilidade de segurança cibernética é qualquer fraqueza que se pode explorar para contornar barreiras ou proteções de um sistema de TI e obter acesso não autorizado a ele.

Embora vulnerabilidades, riscos e ameaças estejam intimamente relacionados, eles não são a mesma coisa.

Logo, os riscos são associados à probabilidade de um evento acontecer e sua gravidade dentro da organização. Já as ameaças se referem às forças que geram o risco (como, por exemplo, hackers) e aproveitam as vulnerabilidades para atingir seus objetivos.

Não existem só hackers como atores de ameaças, sabia?

Então, quais são as vulnerabilidades de segurança cibernética de sua empresa? Confira quais são as mais comuns!

Vulnerabilidade: Configuração incorreta/configuração fraca

À primeira vista, podemos falar sobre as configurações incorretas (ou configurações fracas). Elas são a maior ameaça à segurança da nuvem e do aplicativo.

Como muitas ferramentas de segurança de aplicativos exigem configuração manual, esse processo pode estar repleto de erros e levar um tempo considerável para gerenciar e atualizar. 

Essa forma de vulnerabilidade fornece um meio para um invasor obter acesso ou avançar seu nível de privilégio e, como isso pode acontecer em componentes com uma ampla gama de controle (como roteador e switches), em alguns casos, um invasor pode efetivamente obter a propriedade total de uma empresa. 

Portanto, é importante que as organizações adotem ferramentas e tecnologias de segurança e automatizem o processo de segurança e reduzam o risco de erro humano no ambiente de TI.

Vulnerabilidade: Configuração padrão

Em seguida, podemos destacar as configurações padrão. Elas podem ser um risco de segurança, a menos que tenham sido criadas com a segurança em mente.

Os sistemas operacionais mais antigos costumavam ter tudo ativado por padrão. Versões antigas de alguns sistemas tinham contas de administrador ocultas, e o SQL Server da Microsoft costumava ter uma senha de administrador do sistema em branco por padrão.

Hoje, a maioria dos fornecedores resolveu esses problemas, definindo valores padrão com a segurança em mente.

Enfim, é necessário definir as configurações necessárias (e apenas as necessárias), devendo criar essas configurações como a linha de base de configuração padrão.

Dessa maneira, é possível compreender as configurações e suas implicações de segurança. Não seguir essas etapas deixa muitas incógnitas dentro de uma empresa.

Vulnerabilidade: Firmware

Firmware é outra forma de software com uma distinção notável: ele é armazenado em hardware para estar presente quando o sistema for inicializado.

No entanto, ainda é um software, com toda sua bagagem – bugs, vulnerabilidades, requisitos de patches, atualizações, etc. Com o firmware sendo parte do próprio sistema, sempre presente, é frequentemente esquecido quando se considera como manter o software atualizado.

O ciclo de vida, vulnerabilidades e problemas de manutenção associados ao firmware espelham os do software.

Muitas vezes, a correção de firmware é um problema negligenciado e isso pode levar a vulnerabilidades, especialmente a vida útil típica de alguns equipamentos.

Utiliza-se atualizações e patches para garantir que o software e o firmware estejam atualizados e seguros. Os fabricantes de hardware geralmente fornecem atualizações de firmware e é responsabilidade da organização garantir a aplicação das atualizações de firmware.

Vulnerabilidade: Dia Zero

O Dia Zero é um termo usado para definir vulnerabilidades recém-descobertas e ainda não tratadas por um patch. A maioria das vulnerabilidades existe em um estado desconhecido até ser descoberta por um pesquisador ou desenvolvedor.

Se eles descobrirem uma vulnerabilidade, mas não compartilharem as informações, é possível explorar essa vulnerabilidade sem a capacidade do fornecedor de corrigi-la, pois, para todos os conhecimentos práticos, o problema é desconhecido, exceto para a pessoa que o encontrou.

A coisa mais assustadora sobre uma ameaça de dia zero é o fator desconhecido – sua capacidade e efeito sobre o risco são uma incógnita justamente porque ela é desconhecida!

Então, embora não haja patches para vulnerabilidades de dia zero, você pode usar controles de compensação para mitigar o risco.

Vulnerabilidade: Gerenciamento Fraco ou Inadequado de Patches 

Por último, é possível citar os patches.

Todos os sistemas precisam de patches periodicamente à medida que erros e vulnerabilidades são descobertos e os fornecedores emitem correções de softwares para essas vulnerabilidades.

Com isso, uma vez que um fornecedor corrige seu software, os hackers podem fazer engenharia reversa da vulnerabilidade do patch. Assim que o patch for lançado, os invasores aprenderão onde atacar. 

Conclusão

Em conclusão, ter um sistema de gerenciamento de patches inadequado ou fraco é um convite aberto para a exploração de vulnerabilidades. 

Para gerenciar o risco associado às vulnerabilidades de gerenciamento de patches, é importante estabelecer um programa forte que abranja todos os sistemas e todos os softwares.

É recomendável que a empresa controle os processos. Como os patches podem ser sensíveis ao tempo, é fundamental definir períodos de tempo para devida instalação dos patches, assim como uma automação que determine quais patches são necessários, onde são necessários e o status do nível de patch atual por local de destino.

Aproveite para entender sobre o Gerenciamento de Vulnerabilidades.

Leia os outros textos do blog e deixe suas dúvidas nos comentários.

E não se esqueça: investir em Segurança Cibernética e outras áreas da Segurança da Informação é uma questão de sobrevivência para qualquer negócio digital, por isso, vale conhecer as trilhas de formação e desenvolvimento profissional da PMG Academy.

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