No dinâmico ecossistema da tecnologia moderna, construir um produto inovador é apenas metade da batalha. O verdadeiro valor é percebido pelo cliente quando esse produto funciona de forma estável, segura e previsível no dia a dia. No ITIL Version 5, essa responsabilidade recai sobre a atividade Operate (Operação).
Diferente de visões antigas que tratavam a operação como um trabalho puramente reativo de “apagar incêndios”, o ITIL 5 a posiciona como uma etapa estratégica da Value Chain. Neste artigo, vamos explorar como essa atividade garante a confiabilidade dos serviços e como conceitos como SRE e Observabilidade se tornaram indispensáveis.
Leia também: O Guia Definitivo do ITIL 5
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ToggleO Propósito da Atividade Operate no ITIL 5
O objetivo central da atividade Operate no ITIL 5 é manter e monitorar os produtos digitais e seus sistemas de suporte para assegurar o desempenho e a confiabilidade acordados. É nesta fase que o Value System da organização prova sua eficácia na prática.
Enquanto as atividades de Build e Transition focam na criação e implantação, a atividade Operate foca na sustentação. Ela envolve:
- Execução de plataformas e sistemas tecnológicos.
- Monitoramento contínuo e processamento de eventos.
- Realização de testes de rotina (segurança e continuidade).
- Gestão de backups e manutenção preventiva.
Um ponto fundamental destacado pelo framework é que a operação bem-sucedida deve ser, na maior parte do tempo, invisível para o usuário. Se o cliente percebe a operação, geralmente é porque algo falhou na disponibilidade ou no desempenho.
Confiabilidade e Observabilidade: Os Pilares da Operação Moderna
Para lidar com a complexidade dos ambientes digitais atuais, o ITIL 5 integra conceitos avançados que elevam o patamar da gestão operacional. Dois termos ganham destaque:
1. Confiabilidade (Reliability)
A confiabilidade é a capacidade de um produto ou serviço desempenhar sua função pretendida por um período específico. Para garantir isso, muitas organizações estão adotando o SRE (Site Reliability Engineering). O SRE é uma disciplina que aplica conceitos de engenharia de software a problemas de infraestrutura e operações, criando sistemas ultraescaláveis e altamente confiáveis.
2. Observabilidade (Observability)
Não basta apenas “monitorar” se um servidor está ligado. A observabilidade é a capacidade de entender o estado interno de um sistema complexo apenas analisando seus outputs externos, como métricas, logs e rastreamentos (traces). Com uma boa estratégia de observabilidade, as equipes da atividade Operate conseguem identificar riscos e gargalos antes mesmo que eles se tornem incidentes.
O Fluxo de Trabalho da Atividade Operate
Para garantir que a operação não seja caótica, o ITIL 5 define um fluxo de trabalho claro composto por três passos essenciais:
- Avaliar Soluções Transicionadas e Requisitos Operacionais: Antes de assumir o controle, a equipe de operação deve garantir que o produto atende aos critérios de prontidão definidos no design.
- Planejar Atividades de Operação e Confirmar Recursos: Envolve o agendamento de tarefas manuais e a configuração de rotinas automatizadas, garantindo que as ferramentas e pessoas certas estejam disponíveis.
- Executar Planos Operacionais e Reportar Status: É a execução do dia a dia, onde o status dos produtos é comunicado aos stakeholders e qualquer desvio é registrado para investigação.
Integração com a Value Chain e Melhoria Contínua
A atividade Operate não é um silo isolado. Ela é uma fonte rica de dados para todo o restante da Value Chain. Os dados gerados durante a operação são inputs valiosos para:
- Discover: Identificar novas necessidades dos usuários com base no comportamento real.
- Design: Melhorar o desenho de futuros produtos para que sejam mais fáceis de operar.
- Support: Fornecer contexto imediato para a resolução de incidentes.
Além disso, a atividade é suportada por práticas de gestão críticas, como a Gestão de Monitoramento e Eventos e a Gestão de Infraestrutura e Plataformas.
Como isso ajuda sua carreira e sua empresa?
Dominar a atividade Operate no ITIL 5 transforma o profissional de TI. Você deixa de ser um “operador de console” para se tornar um engenheiro de confiabilidade focado em valor.
- Para a Empresa: Reduz o tempo de inatividade (downtime), aumenta a segurança da informação e garante que os investimentos em tecnologia gerem o retorno esperado através de serviços estáveis.
- Para o Profissional: Abre portas para atuar em áreas de vanguarda, como SRE e AIOps (IA aplicada a operações), posições que são extremamente valorizadas em empresas nativas digitais.
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Entender a teoria da operação é o começo, mas aplicar esses conceitos em ambientes complexos exige o treinamento certo. Na PMG Academy, nossos cursos são desenhados para transformar o conhecimento técnico em autoridade estratégica, preparando você para as certificações oficiais de ITIL com foco na prática real do mercado.
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