Porque descobrimos que o nível de maturidade não está bom, apenas no dia da auditoria?

Adriano Martins Antonio

Adriano Martins Antonio

em 12 de novembro de 2014

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É impressionante ver a quantidade de empresas que suam a camisa e investem muito capital intelectual e financeiro para atingir níveis de excelência em seus processos e perdem tudo no ano da re-certificação ou no próximo ciclo de auditoria.

Tais níveis são perdidos muito mais rápidos do que são conquistados, como CMMI nível 5, MPS.BR nível “A”, Normas ISO, Six Sigma, Gerenciamento de Projetos – nível Mensure conforme o OPM3, Cobit nível 5 – Otimizado ou ainda, ITIL  com nível 5 – Processos Gerenciados.

È bater na mesma tecla e já é de conhecimento de todos, não adianta se preparar para a certificação ou re-certificação se não mantermos os processos “vivos”. E se for para “Inglês Ver”, é preferível não gastar dinheiro com tal projeto.

Fatos ouvidos em empresas que perderam seus níveis e podem servir como Base de Lições Aprendidas para os futuros certificados:

  • Não tinha ferramenta para a gestão dos processos.

Aqui há um equivoco dos profissionais que dizem que o importante são os processos, e que a ferramenta é puramente uma automatização dos mesmos, um investimento posterior. Quem sabe a verdade, que o diga, não é nada fácil gerir processos que precisam ser monitorados, gerenciados, medidos sem uma ferramenta adequada. E aqui um alerta, não precisa de ferramenta de altíssimo custo, uma planilha eletrônica ou um editor de texto podem ser bem apropriados;

  • Não existia um “dono” do processo, nem um “auditor” interno.

Quando existia, o profissional se desligou da empresa, algumas vezes com o mesmo discurso: – Gosto de implantar processos, mas no dia-a-dia se torna monótono. Avalie na contratação, desde o início da construção do processo ou da metodologia, um profissional comprometido para também comandar o operacional.

  • Falta de evidências

Falta de evidência pode ser causado pela falta de um dos itens anteriores, já que não havia ninguém para exigir e nem uma ferramenta para armazenar os dados ou medir a falta dos mesmos;

  • Ausência de um patrocinador

Um patrocinador forte é bom para garantir a conclusão do projeto, porém, após a entrega, tem uma tendência de queda, já que a motivação dele era apenas a entrega do produto ou do serviço. Avalie sempre se o patrocinador do projeto será o mesmo do processo. Erros ocorrem aqui, principalmente quando há uma confusão de papéis, ou seja: O Cliente nem sempre é o Patrocinador e Vice e Versa.

Esses são alguns pontos mais críticos, já que não adianta somente obter a certificação, ter uma boa ferramenta de gestão,  pessoas, produtos gerados e evidências.

Encare estes itens como risco do projeto, então planeje o tratamento e a monitoração de cada um deles e boa sorte!

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