Linux e seus temperos: conheça o Kernel!

Bruno Pacheco da Silva

Bruno Pacheco da Silva

em 24 de setembro de 2018
Linux e Seus Temperos

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Linux e seus temperos: o que é uma distribuição e quais são as mais indicadas para iniciar os estudos em Linux

Neste texto, eu vou mostrar para você fatos interessantes sobre o sistema Linux e alguns de seus temperos, a fim de fazer um grande bolo com várias camadas. E antes de mais nada, se você já separou os ingredientes, te convido a me seguir nessa jornada.

Então, mão na massa para saber um pouco mais sobre o Linux e seus temperos! Vamos lá?

Prato de entrada

Mulher usando computador com sistema Linux

No mesmo período em que Linus Torvalds estava desenvolvendo o Kernel Linux, Richard Stallman comandava o projeto GNU. Ele tinha como objetivo criar softwares e disponibilizá-los de forma livre.

Mas, veja bem, livre no sentido de ter liberdade para acessar o código-fonte e poder alterar o que desejar. De modo a oferecê-lo sem restrições, não interferindo na possibilidade de cobrança pela alteração ou suporte para àquela versão.

Como Linus tinha disponibilizado o Kernel para o desenvolvimento colaborativo e o projeto GNU possuia os componentes que também estavam disponibilizados para colaboração; foi apenas uma questão de tempo para que houvesse a fusão que resultou em um dos primeiros “temperos” do sistema operacional livre, o GNU/Linux.

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Se você já pesquisou ou teve algum contato com Linux; e logo depois se decidiu em aventurar nos estudos na administração do sistema operacional mais simpático do mercado; contudo, ainda está perdido no mar de opções de distribuições e versões do pinguim que existem por aí…

Fique tranquilo!

Pegue seu cafezinho, alguns biscoitos e continue nessa leitura! Porque hoje eu vou te explicar o que são as distribuições Linux, como surgiram, porquê existem tantas e sugerir algumas opções para você começar.

Um bolo de várias camadas

Antes de falarmos sobre distros (apelido carinhoso para distribuição), eu tenho que esclarecer uma coisa: Linux não é o sistema operacional! E sim, uma parte dele, o núcleo para ser mais preciso. Chama-se Kernel.

E o que faz esse tal de Kernel?

Em resumo, ele cria um processo sempre que uma tarefa acaba sendo solicitada. Ou seja, quando abrimos um navegador ou quando uma rotina do sistema é acionada. De tal forma que fique responsável pela gestão da utilização dos recursos (cpu, memória e disco) que os processos/programas utilizam, coordenando a interação entre eles.

Ok! Agora que sabemos o que é um Kernel e o que ele faz (de forma bem resumida) podemos continuar com a nossa aventura.

É importante observar que o Kernel é apenas uma camada, dentre outras, que compõem um sistema operacional. Isto é, sendo necessário adicionar elementos diversos ao núcleo para criar um sistema que seja realmente funcional.

Além disso, ele permite que o usuário interaja com o sistema e assim tenha a chance de desempenhar tarefas através da sua utilização. Seja para ouvir música, escrever um texto ou acessar a internet para ler este artigo.

A junção

Essa junção do núcleo com os drivers de dispositivos, bibliotecas, shell, gerenciador de pacotes, utilitários, gerenciador de janelas e aplicativos dão origem ao que chamamos de distribuição.

A saber, esses componentes são modulares e podem ser utilizados de formas diversas de acordo com a aplicação da distro.

Por exemplo, se a distribuição se criou com o foco em servidores, provavelmente, em sua instalação padrão, não contemplará um gerenciador de janelas. Uma vez que, os servidores Linux em geral acabam sendo administrados via terminal.

Dessa forma, se o foco da distribuição for usuário final, é imprescindível que a mesma tenha uma interface gráfica mais amigável, um gerenciador de pacotes mais completo e um conjunto de drivers que suportem diversos tipos de hardwares.

Show! Agora eu entendi o que é uma distro. Mas por que existem tantas distribuições por aí?

Garçom, trás o cardápio!

Garoto usando computador com sistema Linux

Essa diversidade de distros se dá principalmente pela liberdade de acesso ao código-fonte e a capacidade de adaptar o Linux para hardwares diversos, permitindo assim que o sistema seja moldado para fins específicos ou não, dependendo do ponto de vista de quem aplicar as alterações.

No geral, uma distribuição nasce de outra, que por sua vez foi baseada em uma distro anterior. O Linux Mint, por exemplo, é uma ótima distribuição para quem deseja utilizar Linux como Desktop, sendo ele baseado no Ubuntu, que foi baseado no Debian.

RedHat, ArchLinux, Slackware e Debian são as 4 grandes distribuições que serviram de base para a maioria das distros existentes no mercado, direta ou indiretamente, sendo que algumas são mantidas por instituições privadas e demandam que o usuário pague para adquirir sua licença de uso e suporte.

Enquanto isso, outras acabam sendo mantidas pela comunidade e o seu acesso se dá livre e gratuito, sendo o Debian um bom exemplo disto.

São tantas opções que tudo foi organizado em um website chamado distrowatch que tem por objetivo manter informações básicas sobre as distribuições ativas, suas categorias, mantenedores, origem, popularidade e, quando for o caso, de qual distribuição ela herdou o código-fonte.

Mas diante desta diversidade, como saber qual distro escolher para iniciar os estudos com o Linux?

Escolhendo o prato principal

Para iniciar os estudos com o Linux é importante que o usuário experimente uma distribuição que seja amigável e tenha pouco ou nenhuma dependência de comandos via terminal.

Por outro lado, fazendo com que a transição seja tranquila, proporcionando ao usuário a possibilidade de utilizar o Linux para resolver demandas com a mesma comodidade oferecida pelo Windows por exemplo.

Depois de alguns dias interagindo com o pinguim, pode-se eventualmente, experimentar alguns comandos via terminal. Talvez, criar um diretório ou um arquivo de texto ou abrir um browser. Pois, fazendo isso, naturalmente curiosidades vão surgindo e os comandos na tela preta também.

Não existe uma fórmula pronta para te indicar uma distro inicial. Pois, a melhor distribuição para um primeiro contato com o Linux vai ser aquela que possuí maior semelhança ao sistema operacional que o usuário utiliza no dia-a-dia, seja ele MacOS ou Windows.

Modo de instalação

Então, vale a pena lembrar que a distribuição escolhida deve ter uma instalação simples, interface amigável e facilidade no gerenciamento de pacotes para não demandar muito esforço dos usuários e não estimulá-los logo nos primeiros momentos.

É notável ter em mente que a escolha de uma distribuição é apenas o primeiro passo para aprender Linux. E, é provável, na medida em que for se sentindo livre para explorar esse universo, vai sentir uma mudança em sua curva de conhecimentos.

Tal mudança será não somente em sistema operacionais, mas em tipos de sistemas de arquivos, hardwares, serviços de redes, protocolos de comunicação etc.

Pois, conforme avançar nos estudos perceberá que administrar um sistema não requer somente os conhecimentos específicos daquela distribuição, mas também do ambiente em que ele está inserido.

Assim sendo, mantenha o foco! Siga meus artigos e baixe o e-book com as 5 distribuições Linux mais utilizadas por quem está começando.

Enfim, se você gostou do nosso texto sobre “Linux e seus temperos: conheça o Kernel!”, deixe o seu ponto de vista! Pois, nós queremos saber o que pensa.

Se acaso ficou alguma questão, não hesite também em nos perguntar.

Que logo após, nós, da PMG Academy, vamos te responder o mais breve. Até mais!

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