Como relacionar Princípios Ágeis com ITIL

Adriano Martins Antonio

Adriano Martins Antonio

em 4 de março de 2022

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A ITIL agrega valor para a organização e também é conhecida por ser um norte para as boas práticas da área de TI, não é?

Dentro desse setor, muita gente fica confusa pela presença de inúmeras siglas que se transformam em uma sopa de letrinhas, o que pode dificultar a compreensão real do valor de vários frameworks e guia de boas práticas.

Inclusive, é importante que você conheça quais são os frameworks mais usados hoje em dia.

Basicamente, com a ITIL, a empresa consegue adotar e adaptar o Gerenciamento de Serviços. E essa aplicação tem relação direta com os princípios orientadores.

Por isso, o texto de hoje visa auxiliar você a ter mais conhecimento sobre ITIL e Agile, além de saber como relacionar os dois assuntos.

Princípios Orientadores

Sabemos que os princípios orientadores não são somente úteis nos ambientes de serviços de TI, que adotaram ou pretendem adotar, as boas práticas ITIL. Eles podem ser vistos em outras metodologias, modelos e estruturas, como Agile e DevOps.

Para uma organização ser bem-sucedida, ela precisa ser capaz de se adaptar a novas variáveis e circunstâncias, permanecendo funcional e eficaz. Isso pode incluir mudanças nos produtos e serviços, assim como em sua estrutura e práticas.

Espera-se que o gerenciamento de TI e a própria TI sejam ágeis, afinal a área da Tecnologia da Informação é essencial para todas as organizações.

A agilidade, para muitos profissionais de TI, se refere ao desenvolvimento de software e está associada ao Manifesto Ágil. 

De toda forma, podemos dizer que Agile trata de uma abordagem flexível, adaptável e cronometrada para o trabalho de TI, que permite uma resposta rápida às mudanças.

Desenvolvimento Agile

Em resumo, o desenvolvimento Agile inclui:

  • Requisitos em constante evolução, coletados através de análise de feedback e observação direta;
  • Divisão do trabalho de desenvolvimento em pequenos incrementos e iterações;
  • Estabelecimento de equipes multifuncionais baseadas em produto;
  • Apresentação visual (Kanban) e discussão regular sobre o progresso (reuniões rápidas diárias);
  • Apresentação do software em funcionamento, pelo menos o que se chama de “mínimo viável” para as partes interessadas, no final de cada iteração.

Quando aplicado com sucesso, o desenvolvimento de software ágil permite respostas rápidas à evolução das necessidades dos consumidores de serviços.

Porém, em muitas organizações, o desenvolvimento Ágil não forneceu os benefícios esperados, pois muitas vezes ocorreu a falta de métodos ágeis nas outras fases de vida do serviço. 

Assim, a ideia é adotar uma abordagem holística para a cadeia de valor do serviço para garantir que o provedor de serviços seja ágil em todo o ciclo de vida do serviço.

Agile

A agilidade deve se tornar uma qualidade de todas as dimensões de gerenciamento de serviços e todas as atividades da cadeia de valor de serviço.

Aplicados de maneira fragmentada, os métodos ágeis podem se tornar onerosos e “complicados”. Para que as formas ágeis de trabalhar sejam eficazes e produzam entregas regulares, é necessário estabelecer certas capacidades organizacionais básicas.

O foco do Agile sozinho, tende a oferecer mais recursos e correções, no entanto com menor foco na melhoria do serviço. Isso, claro, por sua característica, pode ocasionar o risco de instabilidade nos serviços de produção.

Por isso, a execução do Agile sem o modelo ITIL pode resultar em custos mais altos ao longo do tempo, estimativas de tempo menos precisas e uma qualidade inferior de prestação de serviços. 

Ou seja, Agile precisa de ITIL. 

Além disso, com a ITIL em vigor, as equipes ágeis podem trabalhar de forma mais eficiente, permitindo uma implantação em ambiente de produção mais rápida e estável. O custo de provisão contínua do serviço tende a ser reduzido, assim como ocorre uma melhor coordenação entre os projetos ágeis e outras áreas do serviço ou do negócio que ainda realizam projetos tradicionais.

Leia aqui as diferenças entre Kanban e Scrum.

Fatores de sucesso comuns para as práticas ágeis

Seja como for, a transformação digital mudou a forma como o fornecedor de serviços trabalha e o que ele produz como serviço.

Dessa forma, em tempos mais atuais, várias práticas foram elaboradas para se adaptar às necessidades de cada organização. Cada modelo organizacional existente atende de forma diferente a organização, portanto é necessário identificar as lacunas da empresa para escolher a melhor prática.

Antes disso, tenha em mente que qualquer prática de gerenciamento adotada por uma organização é uma mudança organizacional.

Existem certos fatores de sucesso, mesmo que cada prática atue de uma forma. Os fatores de sucesso ao adotar as práticas progressivas (Lean, Ágil, Entrega Contínua, Teste Contínuo, entre outros) são:

  • Manter as novas mudanças organizacionais sem que as formas antigas de trabalho atrapalhem;
  • Compromisso, patrocínio e reforço dos níveis hierárquicos mais altos;
  • Mudança na cultura organizacional da empresa;
  • Mudança na parte estrutural, reorganização das equipes e das habilidades da organização;
  • Ferramentas de suporte e automação, sempre estando ciente de que a tecnologia não pode atuar sozinha para mudar o comportamento;
  • Um trabalho pautado na confiança e colaboração de todos, aceitando que pode acontecer certas falhas no caminho.

Obviamente, tenha em mente que a mudança leva tempo, e que a prática não vai corrigir todos os problemas organizacionais de uma hora para outra.

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