5 Princípios Para o Bom Convívio com Scrum

Adriano Martins Antonio

Adriano Martins Antonio

em 19 de agosto de 2018

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Como ter um bom convívio trabalhando com Scrum

Apesar de muitas pessoas declararem terem grandes conhecimentos sobre o Scrum, é importante que façamos algumas reflexões sobre este Framework, não só para desmitificar alguns mitos, mas também esclarecer aspectos e gerenciar expectativas.

Scrum é uma prática que existe há mais de 20 anos, sendo usada ao redor do mundo por diversos especialistas na área. No entanto, não há com negar que, mesmo com toda sua simplicidade, há imensos desafios para começar a usa-lo nas organizações e, principalmente, obter bons resultados. Estes princípios talvez sejam algumas dicas para não “sair da régua”.

Scrum não é a solução para todos os seus problemas

Tome cuidado com consultores ou Agile Coaches que declararem que o Scrum é a carta mágica para os problemas da sua organização. Em muitos dos casos, não será!

“Nossa! Então por que vou usar isso, se não resolve tudo??”

Sinto dizer, mas não há uma fórmula mirabolante. É necessário explorar, experimentar e adaptar as diversas abordagens associadas a práticas ágeis. Cada organização possui dores específicas, necessidades e objetivos diferentes – muitas vezes conflitantes – e para cada necessidade pode haver uma ou mais abordagens.

Portanto, não quebre regras antes de segui-las.

Antes de adaptar, faça o Shu-Ha-Ri

Falando em quebrar regras, chegamos a outo aspecto do Scrum que, apesar de sempre estudado nos templos antigos dos Scrum Masters, pode ser facilmente ignorado. Falo do Shu Ha Ri.

Shu Ha Ri

Shu Ha Ri é um conceito disseminado nas artes marciais, principalmente no Aikido, considerados os “princípios do aprendizado”. Abordados como ciclos consistentes, o aprendiz caminha nos três estágios para evoluir sua percepção sobre a técnica e seu uso constante. Vamos descreve-los com mais detalhes abaixo.

  • Shu – obedecer – aprender – siga as regras

Neste primeiro estágio, o aprendiz deve seguir o mestre e os conceitos sem questionar. Ele deve confiar nos ensinamentos e manter suas buscas restritas ao que seu líder orienta. Neste ponto, seguir as regras é essencial para entender os conceitos transmitidos e ter a sabedoria para o próximo estágio.

  • Ha – separar – refletir – quebrar as regras

Já no segundo estágio, o aprendiz está obtendo os conhecimentos além da técnica, trilhando um caminho diferente do mestre, aprendendo com outros mestres e outras técnicas e como elas se comparam com a própria. O aprendiz é pode ser capaz de testar alguns movimentos e técnicas para obter maiores resultados.

  • Ri – Transcender – criar as regras

Chega o momento do aprendiz se tornar o mestre. Ele possui a sabedoria plena sobre os métodos que aprendeu e é capaz de aplica-los de formas diferentes, combinadas com outros métodos, para alcançar os objetivos específicos. Aqui, ele transcende a técnica e cria suas próprias práticas.

Portanto: antes de criar regras, quebre as que já tem. E antes de quebra-las siga corretamente as regras. Vai obter resultados melhores mantendo a disciplina sobre seus processos e práticas, para que assim possa experimentar novas formas de trabalho.

Trabalhe com ciclos curtos de feedback

Quando se trata de gestão de produtos, este é um tema que pode gerar confusão entre os envolvidos. Gerentes e donos de produto que não possuem na sua veia práticas como Kaizen, PDCA e Lean, podem acreditar que, quanto mais tempo se gasta no planejamento e concepção de produto, mais perfeito e adaptado para o mercado ele será. ERRADO!

Ciclo de Vida Scrum

Em diversos pontos no ciclo de vida de produto, há uma necessidade grande de validar hipótese, já que o produto a ser lançado pode, muitas vezes, ser uma novidade no mercado. Neste caso, se esforce para realizar esta validação o quanto antes, de forma adaptativa e Just-in-time.

Ao validar hipóteses em ciclos mais curtos – chamados aqui de Sprints – obtemos feedback dos clientes mais rapidamente, colhendo as informações necessárias para possíveis adaptações. Além disso, temos um payback menor, que alinha as expectativas dos stakeholders, assim como estabelece ganhos e ritmos sustentáveis.

Controle Qualidade

Fonte: Freepik

Jamais negocie qualidade

Quantos aqui, que estão lendo este texto, já foram surpreendidos com expressões como “MVP do teste?”, “diminui esse tempo do QA!”, “deixe os testes para o final, o QA faz rápido.” e, uma que gosto muito, “não precisa testar, coloca em produção”.

São frases que, para um dono de produto ou desenvolvedor, deveria dar calafrios. A qualidade de um produto é um reflexo de vários fatores. Primeiro, sobre a organização, já que a transmite o nível de comprometimento da empresa com seus clientes, em entregar algo que atenda suas necessidades. Outro fator é o time de desenvolvimento. Se a qualidade é considerada uma variável no processo, os níveis definidos para esta variável determinam, na visão do cliente, o nível de competência do time. Para os envolvidos, isso estabelece uma pressão desnecessária.

“Felipe, que exagero! Quem nunca recebeu nada com um pequeno defeito?”

Tem razão. Mas eis a pergunta: aceitamos por que é o correto ou simplesmente deixamos o conceito “qualidade” de lado, devido às nossas próprias visões deturpadas e com baixa expectativa?

Pregue mais a melhoria contínua

Lendo tudo isso, entendemos que a disciplina é algo de extrema importância sobre o processo. Mas a disciplina deve ser empregada com qual foco? Sabemos que devemos seguir o processos, evoluir, explorar outras possibilidades, evoluir, criar outros processos e, então, evoluir. Reconhecem um ciclo? Sim, isso é melhoria contínua.

Muitos times que executam Scrum, o fazem focando sempre nos horários, nos papeis, nas nomenclaturas, PBIs, Histórias, Scrum Master, POs e etc., mas acabam criando uma percepção míope sobre a essência do modelo.

Ao usar práticas ágeis, há de fato uma forte referência com ritmos sustentáveis, uma empatia maior com pessoas e suas diferenças e a forma como priorizamos os itens de um projeto ou produto. Porém, se os resultados das suas retrospectivas não forem planos de ação executáveis e objetivos, de nada vale ter a reunião. Se, durante a daily, detectarem um problema e este problema não for discutido, solucionado e mapeado para não ocorrer novamente, será que cumpriram com o seu propósito?

Pratiquem mais melhoria contínua, mais fluxos de trabalho sustentáveis, mais PRÁTICA.

Grande abraço!

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